Pranayama – Técnicas de respiração consciente e curativa

Pranayama é uma palavra transliterada (ou seja, convertida para o nosso alfabeto) do sânscrito, e significa controle de energia (“prana” – energia, “yama” – controle, disciplina). Neste artigo, vamos ver um pouco sobre a prática de pranayama para nos trazer bem-estar e conexão com nosso Eu real.

Prana é a energia vital que nos alimenta, e uma das fontes mais abundantes de prana é a respiração – que, por sua vez, é a forma primordial de obtermos energia para todo o corpo. Podemos ficar dias sem comida, sem água, mas sem respirar não passamos de alguns minutos; qualquer tentativa breve pode causar danos ao nosso cérebro.

Para se aprofundar no conhecimento e no controle do Prana, o pranayama é um conjunto de exercícios respiratórios estruturados que, além do controle respiratório, também buscam expandir a nossa aura e trazer a consciência para o momento presente. Portanto, por meio dos exercícios, podemos controlar a entrada e saída de prana, de ar, assim como nos tornamos capazes de controlar a nossa mente e as nossas emoções. Os pranayamas também são fundamentais na prática da meditação. Outra ferramenta muito usada para a concentração mental são as vibrações dos mantras.

Respiração com consciência – benefícios para a nossa saúde

Concentrando-se na respiração, na temperatura do ar que entra e que sai, no movimento do pulmão e do diafragma, do abdômen, a mente perde a nossa atenção. Consequentemente, prestamos atenção em nosso corpo, aos pontos de dor e tensão, que são mais frequentes do que gostaríamos, devido ao nosso estilo de vida sedentário e com muitas horas de trabalho sentado em frente ao computador.

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Na respiração, nosso primeiro ato, realizamos uma troca de energia e de fluidos do corpo: na inspiração, entra o prana (no nível sutil) junto com o oxigênio (nível físico), e na expiração sai o que os hindus chamam de apana, junto com o gás carbônico. Ao respirar, usamos muito pouco dos nossos pulmões, apenas um terço da capacidade deles. Essa respiração curta e insuficiente é o que nos leva muitas vezes a estados como ansiedade, estresse, depressão, entre outras doenças.

Os pulmões são formados por alvéolos, que são pequenas bolsas feitas com uma finíssima membrana, cercadas por pequenos vasos sanguíneos. O oxigênio pode atravessar com facilidade a membrana alveolar em função de sua espessura, atingindo os capilares para depois se ligar às hemoglobinas, células vermelhas do sangue. Artérias pulmonares (as únicas do corpo por onde flui o sangue venoso) transportam o sangue com gás carbônico do coração para os pulmões. O sangue oxigenado nos pulmões vai ao coração pelas veias pulmonares para, então, irrigar o resto do corpo. Dessa forma é que o prana alimenta nosso corpo com energia vital e também graças ao oxigênio, todas as células podem realizar suas funções orgânicas.

Com os pranayamas, podemos melhorar os processos físicos do nosso corpo e atingir estados profundos de relaxamento, mudando padrões mentais, curando as dores físicas e dissolvendo as emoções negativas. Pessoas ansiosas em crise, hipertensos, depressivos, podem se beneficiar muito com a respiração consciente, pois ela nos traz para o momento presente, e a ansiedade não é nada mais do que estar no futuro criado pela mente, e depressão é estar no passado, voltando no tempo das memórias da mente. Também podemos ficar mais alertas quando respiramos mais rápido. De qualquer maneira, é bom aprender os exercícios para que você não passe mal e nem respire de forma incorreta.

Os pranayamas têm como base a respiração em 4 etapas: inspiração, retenção cheia, expiração e retenção vazia. Os estágios de retenção são intermediários e precedem o movimento involuntário de inspirar ou expirar. A partir deles, realiza-se a observação e o controle da respiração, que possibilita o contato mais intenso com seu corpo e esvaziar sua mente.

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Como aproveitar ao máximo a sua respiração?

Você vai aprender aqui como fazer a respiração completa, também chamada de raja pranayama, e com ela você poderá ampliar de forma fácil o aproveitamento da sua respiração no dia a dia.

O diafragma é o músculo envolvido na respiração e que separa os pulmões da cavidade abdominal. Aprender a utilizá-lo de forma adequada tem o mesmo efeito de aprender a usar e trabalhar bem todos os demais músculos do corpo.

A prática da respiração completa nos ajuda a utilizar toda a capacidade pulmonar e não apenas o um terço promovido pelo automatismo instintivo. Exercitando-a, conseguimos perceber o ar preencher três regiões diferentes:

– a região abdominal que inflamos ao inspirar;

– a região diafragmática, onde ficam as costelas flutuantes, que avançam para os lados;

– e a parte superior do peito, próximo às clavículas.

Treinando somente a parte abdominal, é possível tranquilizar a mente e as emoções quase que instantaneamente. Estimulando a região diafragmática, fortalecemos esse músculo e utilizamos melhor toda a energia produzida.

Já o uso da parte superior na respiração é a parte mais fácil de todas, pois é por ela que respiramos instintivamente e que nos causa o estresse. Por outro lado, essa respiração é ideal para quando se deseja mais energia; ela também é usada para o ataque, e junto com ela é liberada no sangue uma grande quantidade de cortisol e adrenalina. Se é um hábito esse tipo de respiração, já sabemos quais são as consequências, que podem se tornar irreversíveis.

Portanto, pratique a seguinte respiração: inspire profundamente contando até 3. Durante a inspiração, sinta o seu abdômen se expandindo junto com a região das costelas flutuantes. Em seguida, expire até a última gota de ar em 3 tempos. Perceba a sua respiração e, se ficar tonto ou tiver uma hiperventilação, faça mais calmamente. Faça por três minutos, e com o tempo você terá cada vez mais consciência da respiração completa.

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Pranayama e yoga – uma combinação para melhorar ainda mais sua vida

Estudiosos afirmam que nossos pulmões pesam em torno de 600 gramas e têm aproximadamente 300 milhões de alvéolos irrigados ininterruptamente com sangue por cerca de 80 mil minúsculos capilares sanguíneos. O tecido pulmonar aumenta espantosamente de 2,8 para 75 metros quadrados. Em exercícios moderados, como o yoga, por exemplo, a ventilação pulmonar pode aumentar dos 10 litros de ar por minuto (que conseguimos normalmente) para quase 60 litros.

No Hatha Yoga, os pranayamas têm o objetivo de intensificar o efeito das posturas corporais (os ásanas), estimulando estados meditativos. Devem ser executados com a supervisão de um instrutor de yoga, especialista ou guru. Segundo literaturas e Mestres da Índia , o melhor momento para praticar pranayamas é no período da manhã, logo após o nascer do sol, pois nesse horário há uma alta concentração de prana.

As práticas diárias de pranayama e ásanas devem durar pelo menos 15 minutos, com propósito e regularidade, de preferência na mesma hora e posição (sentado no chão, numa cadeira, ou num pequeno tapete, mantendo as costas eretas). O olhar deve estar focado em um ponto, de forma a manter a mente concentrada e evitar a distração com algum objeto externo. A uniformidade da respiração fará a mente entrar em um estado de serenidade. Após a prática, deve-se permanecer na posição de shavasana ou “defunto” para praticar imobilidade, deitado de barriga para cima e em completo relaxamento por 5 a 10 minutos, de forma a refrescar a mente e o corpo.

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Um grande abraço e boa prática!

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Fonte: Mestres Espirituais

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